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Imagem by Valéria


Em ano de eleição, de copa do mundo, pouco ou nada se ouve falar a respeito de educação, educação efetiva, não propagandas políticas, onde se mostram "Céus" construídos, verbas destinadas ao estudo, verbas estas, que muitas vezes, são apenas números para fins pouco confiáveis.
Como esta a educação real no Brasil?
A quantas andam projetos e leis que edifiquem e possibilitem o ensino básico das crianças, e mais, atualmente, desempregada como estou, sinto na pele o quanto o ensino no nosso país é desfalcado, e como as empresas são mais exigentes para contratação.
Hoje em dia, não adianta mais você ter o segundo grau completo, você tem que ter um curso universitário, antes, chamado de superior, hoje, considerado básico para contratação. E se você tem o curso universitário, eles querem uma pós-graduação também, além é claro, do inglês, do espanhol.
Essas são as exigências menores para conseguir um emprego como assistente, nada de coordenação, supervisão, e em muitos casos, para atender ao telefone, você também tem que preencher esses quesitos, simples.
Mas se o mercado exige tanto, o que o país, como um todo, oferece aos cidadãos em matéria de aprendizado???
Um salário mais ou menos aos mestres (na minha época....rindo (adoro usar esse eufemismo) os professores universitários eram chamados assim), aos professores, que hoje em dia, se deixam chamar por "tios e tias", o que também, na minha educação, é errado, pois tios e tias são os irmãos dos meus pais, e apenas eles.
Quer dizer, em tão pouco tempo, (sim, afinal sou ainda uma quase "criança", minhas 32 primaveras não me permitem ainda me considerar "velha" , menos ainda, tão distante da educação de hoje em dia), a educação, que deveria ser considerada como assunto de máxima importância, foi relegada a segundo plano (se é que podemos mesmo classifica-la em segundo, pois se formos mais a fundo, veremos que a sua classificação se perde em prioridades no país), e declinou vertiginosamente, obrigando pais que desejam um conhecimento maior a seus filhos, a matricula-los em escolas particulares, o que me leva também a uma revolta incomensurável, pois fico me perguntando, que tipo de profissional é o educador, que por estar atuando em uma instituição particular se dedica mais, e quando esse mesmo profissional, vai dar aulas em escolas públicas, se dedica menos, sim, pois convenhamos, o conhecimento dele é o mesmo, para lecionar em qualquer instituição, então, expliquem para uma pessoa que não consegue entender, por que a diferença em educar dos dois locais? não é falta de ética? as instituições ensinam diferente para os professores que atuarão nas escolas públicas e se dedicam mais aos que atuarão nas instituições particulares? tem universidades diferentes para cada profissional do ensino? se não, eles são ensinados de uma só forma, e isso nos leva novamente a forma de educar, por ganharem mais se dedicam mais? é assim que devemos considera-los?
Espero que não, espero que a explicação seja outra, pois daí sim, me sentiria muito mais desconfortável e decepcionada com os profissionais do ensino que com o governo em si.
Enfim, adoro uma polemica também....rs....mas voltemos ao assunto central...
Hoje é o dia da Educação, vamos refletir mais a respeito de conceitos que muitas vezes, simplesmente passamos por cima, vamos cobrar mais eficácia na dedicação do nosso futuro, vamos erguer a voz e gritar a nossa indignação, vamos pensar melhor nas próximas eleições, e vamos também, cobrar uma ética dos profissionais que, mau ou bem, ganham para nos ensinar!!!!!
De boca em boca faz-se um sermão, ou faz-se um anúncio, uma brincadeira, uma união, uma agressão, um elogio, um descaso, uma pregação, uma alusão, uma ilusão, uma conspiração, uma reconciliação, um carinho, um agravo, um desagravo, uma separação.De boca em boca, faz-se um tantinho, ou um tantão, uma reunião, um convite, uma premonição, um diz-que-me-disse, uma confissão.De boca em boca, chegamos perto, nos afastamos, nos unimos, nos distanciamos, nos reunimos, nos odiamos, nos amamos.A boca é aquela que pode tanto trazer para mais perto ou repudiar, quando felizes, abrimos um sorisso, quando mais felizes ainda, gargalhamos.Quando bravos, torcemos a boca em uma demonstração de desagrado, fazemos bico, querendo mostrar que fomos magoados.Quando curiosos, deixamos as palavras fluirem em profusão pela boca, questionando, indagando ou perguntando, mas sempre em busca de uma resposta, que será dada por outra boca.Quando melindrados ou magoados, nos trancamos num silêncio cheio de significados, implorando com a boca fechada, para que o outro abra a sua boca e desfaça o agente causador.Quando apaixonados, passamos a língua pelos lábios, em uma demonstração inequívoca de desejo, súplica e finalmente entrega.Música: Beija Eu - Marisa Monte